Portugal

Primeiro dia de greve abrange mais de metade da população Madeirense

Rondou os 55% este primeiro dia de greve dos trabalhadores da Função Pública na Região.

A estimativa da adesão registada esta quinta-feira na Madeira e Porto Santo foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da Região Autónoma da Madeira, que antevê maior participação amanhã, sexta-feira.

“O balanço a este primeiro dia de greve na Madeira ronda os 55% nas carreiras gerais. É um número que ficou aquém da última greve mas é um número que nos anima para amanhã porque a nossa grande expectativa é que amanhã a adesão à greve seja mais expressiva, até pelo feedback que recebemos dos trabalhadores”, salientou Ricardo Gouveia, presidente do Sindicato.

O sindicalista justifica a dispersão com os efeitos no salário. “Dois dias de greve tem consequências financeiras no salário já com algum impacto, por isso muitos [trabalhadores] manifestaram vontade de fazer greve apenas um dia. Estamos por isso confiantes que este número vai subir amanhã”, assume, antevendo mais uma jornada de luta onde os trabalhadores da Função Pública “vão passar a mensagem de descontentamento em relação à grande reivindicação que está subjacente à greve que é a questão da remuneração dos trabalhadores da administração pública”, lembra.

Na Madeira existem cerca de 17 mil os trabalhadores na Função Pública, mais de metade afectos aos sectores da Saúde e da Educação.

Na Educação, a Secretaria Regional com a tutela já veio dizer que a adesão à greve nacional da função pública, convocada para esta quinta-feira (14 de Fevereiro), na Região “registou uma adesão de 99 dos 2850 trabalhadores não docentes, o correspondente a 3,5% do total”.

A Secretaria dirigida por Jorge Carvalho esclareceu ainda que “não houve estabelecimentos de ensino encerrados ou sem actividade lectiva, confirmando apenas que na EB1/PE de Visconde Cacongo “a actividade lectiva foi parcialmente afectada”.


Fonte: Diário de Notícias