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Mudanças à vista: preços das casas vão descer em 2019

A subida de preços foi notória, com os portugueses a ter de “abrir cordőes ŕ bolsa” para comprar casa. A dinâmica vai manter-se, mas equilíbrio será palavra de ordem em 2019. Os preços devem năo só estabilizar, como descer, ŕ boleia das novas construçőes, segundo as previsőes dos especialistas.

Depois dos repetidos “melhores anos de sempre”, e da euforia vivida nos últimos meses – já na reta final do ano passado, e segundo o índice de preços do idealista, o preço das casas em Portugal registou uma subida de 6,6% –, as vozes do setor antecipam estabilidade. Ricardo Sousa, CEO da Century 21, traça um cenário de mudança para este ano. “Depois dos excessos que foram cometidos no último ano, o mercado prepara-se para equilibrar e há proprietários que já estăo disponíveis para baixar os preços das casas”, disse o responsável ao jornal Sol.

Ricardo Sousa reconhece os “preços especulativos e quase irracionais”, justificando esse comportamento com “um excesso de otimismo por parte dos proprietários que acreditavam que conseguiam vender os seus imóveis a determinados valores”. Adianta, contudo, que a esmagadora maioria dos proprietários está agora “disponível para baixar até 10% o valor”, porque o tempo de venda tem vindo a aumentar.

O responsável revela que o impacto será sobretudo sentido a partir do segundo semestre e no mercado das casas usadas, uma vez que estăo em “’pipeline’ uma série de projetos para construçăo nova”. Adverte, contudo, que muitas famílias deverăo continuar a ser arrastadas para a periferia, até a “resposta ŕs necessidades” estar operacional.

A mesma opiniăo tem Luís Lima, presidente da Associaçăo dos Profissionais e Empresas de Mediaçăo Imobiliária de Portugal (APEMIP), que acredita num quadro de reduçăo de preços já este ano: “Tenho dito por diversas vezes e em diversos fóruns públicos que os preços das casas năo văo, nem podem, subir até ao céu. É natural e possível que se comecem a assistir a correçőes do valor dos imóveis, pois os preços só poderăo aumentar até onde seja justificável e haja procura para dar resposta a essa oferta”.


Fonte: Idealista