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Bancos já estão preparados para cobrar comissões no MB Way

Mas o que era gratuito vai deixar de o ser. O primeiro “choque” para milhares de utilizadores veio do BPI, que assumiu o pagamento de comissões já a partir de maio.

No entanto, metade dos 14 bancos que disponibilizam a funcionalidade já inscreveram comissões nos seus preçários, apenas ainda não as estão a cobrar ou não revelaram a data a partir da qual o vão passar a fazer, como fez o BPI – que ainda tem no preçário o valor de 20 cêntimos.

Alguns bancos ainda registam o serviço como gratuito, mas a introdução de valores é rápida e possível pela atual legislação da atividade. O Banco de Portugal (BdP) tem-se recusado a intervir, nomeadamente através da criação de limites naquilo que é o custo efetivo do serviço prestado.

Tal como no caso do BPI, que fixou a comissão em 1,04 euros, os valores que alguns bancos admitem vir a cobrar são muito elevados, variando entre 0,15 euros e 1,50 euros. No limite mais elevado, as comissões a cobrar estão em linha com os valores mais altos nas transferências realizadas através da Internet (homebanking). Alguns bancos preveem apenas a cobrança quando em causa estão as transferências para contas de outros bancos.

Entre os bancos preparados para monetizar estas operações está a Caixa Geral de Depósitos, com um valor inscrito de 20 cêntimos que poderá ser aplicado em movimentos internos, mas também para contas de outros bancos. À CGD, junta-se o ActivoBank, BBVA, Millenium BCP, Montepio e Novo Banco.

O anúncio do BPI criou uma enorme alarme entre os utilizadores da aplicação, pela complexidade da alteração a introduzir, mas também pelo elevado valor a cobrar, quando muitas das operações realizadas através desta tecnologia são pagamentos de pequenos valores ou de partilha das despesas entre amigos.

A primeira aplicação de MB Way foi criada pela SIBS, empresa interbancária responsável pela rede Multibanco. Um total de 14 bancos passou a incluir na app os seus cartões de pagamento e o serviço nasceu gratuito. Atualmente, alguns bancos continuam a disponibilizar a aplicação da SIBS, mas outros, como o BPI e o BCP, desenvolveram uma aplicação “fechada” própria, onde querem agrupar e fidelizar os seus clientes.


Fonte: ZAP